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Abraçando um Anjo

Completávamos oito anos de casados e então decidimos que queríamos um filho para alegrar ainda mais nosso lar. Parei com os anticoncepcionais e a cada mês que havia um atraso uma mistura de insegurança e esperança de um resultado positivo preenchia nossos corações. Foram nove meses de espera e tentativas, até que então fizemos uma viagem de férias para a Cidade Maravilhosa! Conhecemos o verdadeiro PARAÍSO e de lá, trouxe comigo, “escondidinho” no meu ventre, o nosso melhor presente. Os dias se passaram e a suspeita virou realidade: eu estava grávida! Tive uma gestação tranquila e 39 semanas depois, abraçamos o nosso Anjo Dimitri. Foi a melhor sensação que tive em toda a minha vida; finalmente, tornei-me mãe.
Mas nem tudo foi tão perfeito. Com 5 meses de idade ele foi diagnosticado com uma assimetria craniana e então eu percebi o quanto ser mãe é difícil. Tive que tomar uma decisão que valeria por toda a vida do meu pequeno Anjo. Havia um tratamento que o deixaria perfeito novamente, mas os custos eram muito altos para nós, que somos de família simples e humilde. Mas ainda assim, não pensei duas vezes. Com fé em Deus e determinada a curar meu filho, optei pelo tratamento. Por quase 4 meses ele usou uma órtese craniana (uma tipo de capacete) durante 23 horas por dia. Seus retornos ao médico em São Paulo (distante 400km da minha cidade) eram a cada 15 dias. Consegui o transporte gratuito e viajávamos de ambulância com outros pacientes. Muitas vezes com medo e insegurança, chorei escondida. Mas hoje estou aqui para dizer que olhando para meu filho, agora perfeito, cheio de saúde e alegria contagiante, valeu a pena cada minuto de preocupação, cansaço, estresse, medo, insegurança. Pois com tudo isso aprendi que ser mãe é assim… Alegrias não faltam, mas tempestades também não duram para sempre! Nosso amor sim, este é eterno!

Bruna Marcela Sanches CamargoNovo Horizonte, SP